Tamanhos específicos são comuns em modelos premium e podem dificultar substituição no mercado
Na hora de comprar um carro, muitos fatores entram na análise, mas um item essencial costuma passar despercebido: os pneus. Alguns modelos, especialmente importados ou de baixa produção, utilizam medidas específicas que podem ser difíceis de encontrar no mercado, gerando dúvidas e custos mais elevados na reposição.
Medidas incomuns são mais frequentes em modelos premium
De forma geral, veículos com rodas maiores e pneus de perfil mais baixo geralmente entre aros 18 e 21 são os que mais apresentam dificuldade na reposição. Esse cenário é comum em carros esportivos e SUVs de categoria premium.
Além disso, tecnologias como pneus run flat, utilizados por marcas como BMW e Mercedes-Benz, também contribuem para a menor oferta e preços mais altos.
Segundo especialistas do setor, o mercado brasileiro ainda tem menor disponibilidade de pneus originais premium, o que leva consumidores a buscarem alternativas mais acessíveis.
O que fazer quando não encontra a medida original
Quando o pneu original não está disponível, a alternativa mais simples é procurar outra marca que ofereça a mesma medida. Porém, em casos mais raros, pode ser necessário optar por um tamanho diferente.
Nesse cenário, especialistas recomendam respeitar uma margem de variação de até 3% nas dimensões, para mais ou para menos. Ainda assim, o diâmetro do aro deve ser mantido conforme especificação original do fabricante.
Mudanças podem impactar desempenho e consumo
Alterar a medida dos pneus pode trazer consequências. Pneus mais largos, por exemplo, aumentam a área de contato com o solo e podem melhorar a dirigibilidade em piso seco, mas reduzem a aderência na chuva e elevam o consumo de combustível.
Além disso, veículos mais modernos, com alta carga tecnológica, podem sofrer interferências no funcionamento de sensores e sistemas eletrônicos ao utilizar medidas diferentes das originais.
Em alguns casos, a mudança pode até gerar novos custos, com necessidade de ajustes em suspensão, direção e outros componentes.
Origem das medidas raras está na própria indústria
As medidas incomuns são resultado direto de estratégias das montadoras. Alguns modelos são projetados com dimensões exclusivas ou pouco utilizadas no mercado local, especialmente veículos importados.
Um exemplo citado por especialistas é o BYD Dolphin, que utiliza pneus 175/55 R16 medida pouco comum no Brasil. Outro caso é o Volkswagen Space Cross, que usava pneus 205/55 R15, raros na época, levando muitos proprietários a adaptarem para outras medidas mais acessíveis.
Casos específicos chamam atenção no mercado
Modelos como o BMW i3 possuem configurações ainda mais exclusivas, com pneus diferentes entre os eixos dianteiro e traseiro, o que aumenta a dificuldade de reposição. As medidas incluem combinações como 155/70 R19 e 175/60 R19, com preços elevados.
Já carros mais antigos também enfrentam o problema pela escassez de produção. É o caso de modelos como Fiat Uno e 147, que utilizam pneus 145/80 R13, cada vez mais raros no mercado nacional.
Outro exemplo é o Smart Fortwo, que utiliza pneus traseiros comuns, mas dianteiros em medidas pouco encontradas, dificultando a reposição.
Planejamento evita prejuízo
Diante desse cenário, especialistas recomendam que o consumidor avalie não apenas o preço do veículo, mas também o custo e a disponibilidade de manutenção, incluindo pneus.
A escolha de modelos com medidas mais comuns pode facilitar a reposição e reduzir gastos ao longo do tempo, evitando surpresas após a compra.