Picape foi flagrada em operação de mineração e deve ser produzida na América do Sul a partir de 2027, com versões diesel, híbrida e elétrica.
A nova geração da Toyota Hilux já está em circulação em mercados da Ásia e Oceania, e sua chegada à América Latina está cada vez mais próxima. Um dos indícios mais recentes são os flagras da versão elétrica da picape em testes na Argentina, onde o modelo foi visto em uma operação de mineração.
As imagens mostram a unidade ainda camuflada, mas já revelam características importantes do projeto, como lanternas verticais, pneus de uso misto e santantônio, reforçando a proposta voltada ao uso fora de estrada.
A produção regional está prevista para ocorrer na fábrica de Zárate, na Argentina, a partir de 2027. Com isso, a estreia no Brasil deve acontecer logo na sequência.
Linha terá várias opções de eletrificação
A nova Hilux foi desenvolvida com diferentes configurações de motorização, ampliando a estratégia global da Toyota. Entre as opções previstas estão:
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Diesel tradicional
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Híbrida leve (MHEV)
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Híbrida plena (HEV)
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Híbrida plug-in (PHEV)
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100% elétrica (BEV)
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Versão com célula de combustível de hidrogênio
Durante uma convenção recente de concessionárias na Argentina, a marca apresentou tanto a versão a diesel quanto a elétrica, indicando que ambas devem ser produzidas localmente.
A fabricação no Mercosul também garante vantagens logísticas e fiscais para o mercado brasileiro.
Diesel chega primeiro, eletrificadas depois
De acordo com o cronograma, a versão a diesel será a primeira a entrar em produção e também a primeira a chegar ao Brasil.
Ela deve manter o conhecido motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, já utilizado na geração atual, com opções de câmbio manual ou automático de seis marchas e tração 4x4.
A variante híbrida leve, com sistema de 48 volts, deve chegar posteriormente, provavelmente no fim de 2027. Já a versão totalmente elétrica também será lançada em um segundo momento.
Como é a Hilux elétrica
Batizada de Hilux BEV, a versão elétrica utiliza baterias de 59,2 kWh e conta com tração integral permanente.
O conjunto entrega 196 cv de potência, com torque distribuído entre os eixos dianteiro e traseiro. A autonomia declarada é de até 257 km no ciclo combinado e pode chegar a 380 km em uso urbano.
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Capacidade de carga de 715 kg
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Reboque de até 1,6 tonelada
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Altura livre do solo de 21,2 cm
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Capacidade de imersão de 70 cm
Mesmo com a eletrificação, a estrutura segue baseada em chassi, mantendo as características off-road tradicionais da Hilux.
Visual renovado e interior mais moderno
O design também passou por mudanças significativas. Na dianteira, os faróis ficaram mais compactos e próximos ao capô, enquanto a grade pode ser fechada na versão elétrica.
Na traseira, a tampa da caçamba foi redesenhada e as lanternas ganharam novo formato com iluminação em LED nas versões mais completas.
Por dentro, a cabine foi totalmente atualizada, com visual inspirado em modelos mais sofisticados da marca, como o Land Cruiser Prado.
Hilux segue líder no Brasil
No mercado brasileiro, a Hilux atual mantém a liderança entre as picapes médias. O modelo é vendido em diversas configurações, com opções de cabine simples e dupla, atendendo desde o uso profissional até o público mais exigente.
Com a nova geração e a chegada das versões eletrificadas, a Toyota reforça sua estratégia de modernização sem abrir mão da robustez que consagrou a picape no país.