A Toyota confirmou que a Hilux movida a hidrogênio entrará em produção em série a partir de 2028. A versão equipada com célula de combustível, conhecida como FCEV, será comercializada inicialmente na Europa e fará parte da estratégia da marca de oferecer diferentes alternativas de eletrificação para a picape.
 
A Hilux FCEV será oferecida ao lado das versões a diesel com sistema híbrido leve de 48V (MHEV) e da variante 100% elétrica (BEV).
 
O projeto de uma Hilux movida a hidrogênio não é novo. A Toyota apresentou o primeiro protótipo em 2022, utilizando tecnologia derivada do sedã Mirai. Posteriormente, dez unidades foram produzidas no Reino Unido para testes.
 
Nos protótipos, o sistema utilizava três tanques de hidrogênio instalados no chassi, além de uma bateria posicionada sob a caçamba. O conjunto entregava cerca de 600 km de autonomia, motor elétrico traseiro de 182 cv e torque de 30,6 kgfm.
 
Hilux a hidrogênio terá 400 km de autonomia
 
Embora as especificações definitivas ainda não tenham sido divulgadas, a Toyota estima que a versão de produção terá autonomia de aproximadamente 400 km no ciclo WLTP.
 
 
A capacidade de reboque prevista é de 2.500 kg, superior à da Hilux elétrica a bateria, que tem autonomia estimada em 257 km e capacidade de reboque entre 1.600 kg e 2.000 kg, dependendo da configuração.
 
Outro diferencial está no tempo necessário para abastecimento. Segundo a Toyota, o tanque de hidrogênio poderá ser reabastecido em cerca de cinco minutos, tempo consideravelmente menor do que o necessário para uma recarga completa de uma bateria de grande capacidade.
 
A versão definitiva também deverá contar com elementos visuais próprios. O primeiro teaser divulgado pela fabricante indica uma assinatura luminosa exclusiva com luzes diurnas (DRL) segmentadas.
 
Infraestrutura ainda é um desafio
 
Apesar das vantagens apontadas pela tecnologia, a expansão dos veículos a hidrogênio ainda enfrenta limitações relacionadas à infraestrutura de abastecimento.
 
Na Europa e no Reino Unido, o número de postos de hidrogênio disponíveis ainda é restrito. Esse cenário pode fazer com que a Hilux FCEV tenha inicialmente maior aplicação em frotas e operações que disponham de estrutura própria para abastecimento.
 
O custo do sistema de célula de combustível também deve ser um fator relevante na definição do preço da picape.
 
Toyota mantém diferentes tecnologias
 
A confirmação da Hilux FCEV ocorreu durante a apresentação da divisão de veículos comerciais leves da Toyota no Salão de Hannover, na Alemanha.
 
A fabricante também mantém uma estratégia que combina diferentes tecnologias de propulsão. Além das versões elétricas e da futura Hilux a hidrogênio, a empresa continua oferecendo motores a diesel e trabalha com a compatibilidade dessas mecânicas com combustíveis renováveis, como o HVO (óleo vegetal hidrotratado).
 
Com a Hilux FCEV, a Toyota pretende ampliar as alternativas para o segmento de picapes comerciais, especialmente em mercados onde a infraestrutura de hidrogênio permitir a utilização da tecnologia.