Desenvolvido originalmente no Brasil, o Volkswagen Virtus ganhou uma trajetória internacional e passou a dar origem a diferentes modelos em outros mercados. Na Índia, por exemplo, o sedã também é vendido pela Skoda com o nome Slavia. Agora, o modelo tcheco chega à linha 2027 com mudanças que deixam ainda mais evidente a diferença entre os dois carros.
A atualização do Skoda Slavia é mais discreta do que a reestilização recebida pelo Volkswagen Virtus brasileiro. As alterações se concentram principalmente na dianteira, traseira e interior, preservando a identidade geral do sedã.
Dianteira ganha novos detalhes
Na frente, o Slavia 2027 recebeu uma nova grade, agora mais larga e com um friso luminoso de LED instalado na parte interna.
As antigas bordas cromadas foram substituídas por elementos que simulam fibra de carbono, dando ao conjunto uma aparência mais esportiva.
Os faróis mantiveram praticamente o mesmo formato externo, mas passaram por mudanças internas. As luzes diurnas agora aparecem seccionadas e os projetores também foram redesenhados.
O para-choque recebeu novos elementos tridimensionais nas entradas de ar, além de um friso cromado na parte superior. As luzes de neblina também foram atualizadas.
Traseira fica mais diferente do Virtus

Como acontece em praticamente toda atualização, o Skoda Slavia também ganhou novas rodas de liga leve.
Na traseira, a principal novidade está na troca do tradicional logotipo redondo pelo nome Skoda, seguindo a identidade visual mais recente da marca.
O nome aparece sobre uma barra preta que conecta visualmente as lanternas. A solução deixa a traseira aparentemente mais larga e cria uma diferença ainda maior em relação ao Volkswagen Virtus vendido no Brasil.
Interior tem outra identidade
As diferenças ficam ainda mais evidentes dentro da cabine.
O Slavia combina tons de bege e preto, enquanto as saídas de ar laterais adotam formato circular. A central multimídia também foi reposicionada em uma posição mais baixa, fazendo com que as saídas de ar centrais fiquem acima dela.
O volante possui desenho próprio, com aro central vazado, e reforça a identidade da Skoda.
A central multimídia também chama atenção por apresentar uma solução visual semelhante à VW Play utilizada em modelos da Volkswagen no Brasil, criando uma curiosa conexão entre os dois sedãs.
Motores são diferentes
Apesar de compartilharem a mesma origem, Virtus e Slavia possuem diferenças importantes na mecânica.
O modelo indiano utiliza a plataforma MQB-A0-IN, uma derivação de menor custo da MQB-A0 utilizada no Virtus brasileiro.
Nas versões mais sofisticadas, o Slavia utiliza um motor 1.5 TSI de quatro cilindros turbo, com 150 cv e 25,5 kgfm de torque. Os números são semelhantes aos do 1.4 TSI utilizado no Virtus Exclusive.
Já as versões equipadas com motor 1.0 TSI entregam 115 cv e 18,1 kgfm de torque.
No Brasil, o Virtus oferece diferentes configurações do 1.0 TSI, chegando a 128 cv e 20,4 kgfm de torque, dependendo da versão.
Slavia também ganhou câmbio automático de oito marchas
Outra curiosidade está na transmissão.
Na Índia, as versões 1.0 TSI do Slavia passaram a utilizar câmbio automático de oito marchas, mesma solução adotada recentemente pelo Volkswagen T-Cross 1.0 TSI no Brasil.
Já o 1.5 TSI trabalha com uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas.
Também existem opções com câmbio manual de seis velocidades.
Versão Monte Carlo é a mais esportiva
O Slavia ainda conta com a versão Monte Carlo, que leva a proposta esportiva além da aparência.
A configuração recebe suspensão com acerto mais firme e direção com peso maior, além de detalhes em vermelho e preto espalhados pela carroceria e pelo interior.
A atualização mantém o Slavia como um dos modelos mais interessantes derivados do projeto do Virtus. Embora compartilhem a mesma origem, as escolhas de design, acabamento e mecânica mostram como um mesmo projeto pode ganhar personalidades completamente diferentes dependendo do mercado e da marca que o comercializa.