Técnica é comum entre donos de carros baixos, mas pode gerar desgaste na suspensão e na carroceria
Muito comum entre motoristas de carros baixos, esportivos ou rebaixados, a prática de atravessar quebra-molas “de lado” divide opiniões e levanta dúvidas sobre possíveis danos ao veículo.
Segundo especialistas automotivos, a técnica realmente pode gerar esforço extra na suspensão e na estrutura do carro, principalmente quando utilizada com frequência. Por outro lado, em algumas situações ela acaba sendo necessária para evitar raspadas no para-choque, escapamento ou assoalho.
Suspensão sofre esforço diferente
De acordo com especialistas do setor automotivo, o ideal para a mecânica do carro é que lombadas e erosões sejam atravessadas em linha reta e em baixa velocidade.
Quando o veículo passa reto, as rodas absorvem o impacto de forma mais equilibrada. Já ao atravessar em diagonal, parte da carga acaba sendo concentrada em apenas um lado da suspensão por alguns instantes.
Isso pode provocar:
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desgaste prematuro de amortecedores;
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desalinhamento;
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torções na carroceria;
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aparecimento de ruídos internos.
Fabricantes de componentes de suspensão também alertam que forças laterais excessivas podem gerar folgas e aumentar o desgaste de peças ao longo do tempo.
Carros baixos muitas vezes precisam usar a técnica
Apesar dos riscos mecânicos, muitos motoristas utilizam a passagem em diagonal como forma de evitar danos ainda maiores.
Em diversos casos, principalmente em:
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carros esportivos;
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veículos rebaixados;
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modelos com baixa altura do solo;
a técnica ajuda a reduzir o ângulo de ataque do veículo, evitando que o para-choque ou a parte inferior do carro raspe no asfalto.
Especialistas afirmam que, nessas situações, passar de lado pode acabar sendo o “menos pior”.
Maior vilão é a velocidade
Segundo análises técnicas, o maior problema para a suspensão nem sempre está no fato de passar de lado, mas sim na forma como o obstáculo é atravessado.
Os principais fatores que mais prejudicam o conjunto são:
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passar rápido;
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frear em cima da lombada;
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impactos secos;
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suspensão chegando ao fim de curso.
Por isso, a recomendação geral continua sendo reduzir a velocidade antes do quebra-molas e atravessar o obstáculo com calma.
Lombadas fora do padrão agravam problema
Outro fator apontado por especialistas é a existência de lombadas fora dos padrões estabelecidos pelo Contran.
Em muitas cidades brasileiras, quebra-molas excessivamente altos ou inclinados acabam aumentando o risco de:
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raspadas;
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danos na suspensão;
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impactos na parte inferior do veículo.
Mesmo carros originais podem sofrer dificuldades em alguns desses obstáculos.
Como reduzir riscos ao passar em lombadas
Especialistas recomendam alguns cuidados simples:
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reduzir a velocidade antes do obstáculo;
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evitar frenagem brusca sobre a lombada;
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atravessar devagar;
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usar a diagonal apenas quando realmente necessário.
A orientação é sempre tentar preservar tanto a suspensão quanto a parte inferior do veículo, equilibrando conforto e segurança.