Uma comitiva formada por entidades representativas do setor produtivo iniciou nesta semana a Missão Nova BR-319 – Estradeiro 2026, com o objetivo de acompanhar de perto as condições da rodovia no trecho entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM) e mostrar a importância da ligação terrestre para a economia e a logística dos dois estados.
 
A missão reúne representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Faperon, FAEA, FEAC, FAERR, FAEPA, Farsul, Famasul, Sebrae, Fecomércio-RO, Fiero, Apron e Aprosoja Rondônia, representada por Victor Paiva. A iniciativa conta ainda com o apoio do Grupo Rovema, que disponibilizou uma caminhonete Mitsubishi para o deslocamento da equipe.
 
Representando o Grupo Rovema e a Apron, participa da missão Valdecir Ghedin, diretor de Agronegócios do Grupo, além de Ricardo Sufi, da Mitsubishi Motors Brasil. Segundo Ghedin, a experiência permite observar os impactos provocados pela falta de uma ligação terrestre adequada sobre a economia, a logística e as comunidades da região.
 
Trecho do Meio concentra principais desafios
 
Durante a missão, a comitiva já visitou estruturas logísticas em Porto Velho e Manaus. Segundo Ghedin, são aproximadamente 450 quilômetros do chamado Trecho do Meio sem pavimentação, além da ausência de estrutura adequada de socorro ao longo do trecho.
 
A equipe passou pelos portos da Cargill, Bertolini e Mega, em Porto Velho, e também conheceu estruturas logísticas em Manaus. A proposta é compreender como as condições da BR-319 interferem no transporte e no escoamento da produção.
 
Em Manaus, a comitiva visitou o Grupo Super Terminais, onde conheceu a estrutura de logística internacional e projetos voltados à ampliação das alternativas de escoamento da produção regional.
 
Entre os projetos apresentados está o Porto Verde, em Itacoatiara (AM), que prevê uma estrutura flutuante para apoiar a operação de grãos e ampliar as alternativas logísticas para o transporte da produção de Mato Grosso e, principalmente, de Rondônia, em conexão com as tradings.
 
BR-319 é estratégica para Rondônia e Amazonas
 
A missão busca também reforçar a necessidade de avançar nas discussões sobre a recuperação e pavimentação da BR-319, considerada uma ligação estratégica entre Rondônia e Amazonas e importante para o transporte de pessoas, produtos e insumos.
 
Para Adélio Barofaldi, presidente do Grupo Rovema e também da Apron, apoiar iniciativas que aproximam o setor produtivo da realidade da infraestrutura regional contribui para ampliar o debate sobre a rodovia.
 
“A BR-319 é uma questão que diz respeito ao desenvolvimento de toda a região”, afirma Barofaldi, destacando a importância de reunir instituições de diferentes setores para conhecer a realidade da estrada e fortalecer a discussão.
 
 
Ao longo do percurso, a comitiva acompanha as condições da rodovia, os desafios enfrentados pelos usuários e a estrutura logística existente nos dois extremos da BR-319. A programação do Estradeiro 2026 segue até sexta-feira (14), em Manaus.