Desde o dia 1º de julho, os veículos eletrificados importados prontos voltaram a ser tributados com 35% de Imposto de Importação no Brasil. A retomada da alíquota cheia, porém, não atinge todos os modelos da mesma forma, já que o percentual varia conforme o tipo de importação utilizado pelas fabricantes.
A diferença beneficia principalmente montadoras que já possuem ou estão estruturando operações de montagem no país.
Entenda a diferença entre CBU, SKD e CKD
Os veículos importados podem chegar ao Brasil em três formatos diferentes.
O CBU (Completely Built Unit) corresponde ao carro totalmente montado no exterior, pronto para ser comercializado após o desembaraço aduaneiro.
Já o SKD (Semi Knocked Down) consiste em veículos semidesmontados, que passam por uma etapa de montagem em território nacional.
Por sua vez, o CKD (Completely Knocked Down) reúne kits completamente desmontados, exigindo uma montagem mais ampla nas fábricas instaladas no Brasil.
Essa classificação passou a ser determinante para a cobrança do imposto.
Carros prontos pagam alíquota cheia
Os modelos importados no formato CBU voltaram a recolher 35% de Imposto de Importação, incluindo veículos elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in.
Apesar disso, especialistas avaliam que nem todos os veículos terão aumento imediato nos preços. Algumas fabricantes ainda possuem estoques importados antes da mudança da regra ou podem absorver parte do custo para manter a competitividade.
Kits desmontados terão benefício temporário
Para os veículos importados nos regimes CKD e SKD, o governo criou uma cota temporária com alíquota zero, válida por seis meses e limitada ao equivalente a US$ 463 milhões em importações.
Dentro desse limite, as empresas poderão importar kits desmontados e semidesmontados sem pagar o Imposto de Importação.
A medida beneficia fabricantes que estão ampliando ou implantando operações de montagem no Brasil, como BYD e GWM.
Encerrada a cota, os veículos importados em SKD passam a pagar 35% de imposto. Já os kits CKD continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando para 35% a partir de janeiro de 2027.
Impacto varia entre as montadoras
As fabricantes que dependem da importação de veículos completos tendem a sentir mais rapidamente os efeitos da recomposição da alíquota.
Por outro lado, empresas que adotam os sistemas CKD e SKD terão um período de adaptação maior, reduzindo o impacto imediato nos custos e fortalecendo os planos de produção e montagem em território brasileiro.