Um homem identificado pelas iniciais L.A.T. foi preso nesta quinta-feira (24), no residencial Cristal da Calama, zona Leste de Porto Velho, após ser apontado como suspeito de furtar um Fiat Uno na quarta-feira (23).
 
O crime foi registrado em vídeo, e as imagens foram divulgadas posteriormente. O alerta sobre o veículo ajudou as equipes do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR) a localizar o automóvel, que era conduzido pelo suspeito e tinha apenas ele como ocupante.
 
Durante a abordagem, segundo o registro policial, o homem afirmou aos policiais que havia sido submetido a um suposto “castigo disciplinar” por uma facção criminosa da qual declarou fazer parte. Ele apresentava diversas lesões nas costas, compatíveis, segundo a ocorrência, com marcas de chicotadas.
 
 
Após ser levado à Central de Polícia Civil (3ª DP-Deflag), a prisão em flagrante foi ratificada pelo delegado Shelbi Priester Marques pelo crime de furto.
 
Nova legislação alterou pena para furto
 
A ocorrência também está relacionada à mudança recente na legislação penal. A Lei nº 15.397/2026 alterou o artigo 155 do Código Penal e elevou a pena do furto simples de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de reclusão, além de multa.
 
Com a pena máxima superior a quatro anos, a autoridade policial não pode arbitrar fiança nesse tipo de caso, conforme o artigo 322 do Código de Processo Penal. A decisão sobre eventual liberdade passa, portanto, pela análise judicial.
 
No caso específico, também foi considerado o histórico policial atribuído ao suspeito. Conforme o despacho citado na ocorrência, ele possui mais de 30 ocorrências registradas, com reincidência principalmente em crimes patrimoniais.
 
O Fiat Uno foi recuperado e devolvido ao proprietário. Apesar disso, a vítima informou ter tido prejuízo superior a R$ 4 mil com ferramentas e outros objetos que estavam dentro do veículo e não foram recuperados.
 
Após passar pelo Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, o homem ficou à disposição da Justiça para a audiência de custódia.
 
As informações sobre a participação no crime e os antecedentes são atribuídas ao registro policial. O suspeito é considerado inocente até eventual condenação definitiva.