Fraude volumétrica faz condutores pagarem por mais combustível do que realmente recebem
Motoristas brasileiros voltaram a relatar nas redes sociais casos do chamado golpe da “bomba burra”, uma fraude que altera a quantidade exibida nas bombas de combustível e faz o consumidor pagar por litros que não foram efetivamente abastecidos.
O esquema, já investigado anteriormente, volta a acender o alerta para quem frequenta postos em todo o país.
Como funciona o golpe
A chamada fraude volumétrica consiste na manipulação eletrônica das bombas de combustível.
Na prática:
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O visor indica uma quantidade maior de litros
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O tanque recebe menos combustível do que o mostrado
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O consumidor paga por um volume superior ao real
Segundo especialistas, as adulterações podem chegar a diferenças de até 30% no volume abastecido.
Tecnologia usada na fraude
Os equipamentos utilizados são conhecidos como “bombas chipadas” ou “bombas burras”.
O sistema pode ser controlado de forma remota, inclusive por aplicativos, permitindo que:
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O golpe seja ativado ou desativado rapidamente
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A fraude seja ocultada durante fiscalizações
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Os valores exibidos voltem ao normal quando necessário
Esquemas criminosos
Investigações apontam que organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, já utilizaram esse tipo de fraude para movimentar bilhões no setor de combustíveis.
Além da fraude volumétrica, também há registros de:
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Adulteração de gasolina com excesso de etanol
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Uso de substâncias como metanol, altamente prejudicial ao motor
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Inserção de água no etanol
Como identificar o golpe
Embora seja difícil de perceber, alguns sinais podem indicar irregularidades:
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Volume abastecido maior que a capacidade do tanque
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Diferença entre o nível do marcador e o abastecimento realizado
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Valores inconsistentes no visor da bomba
Conhecer a capacidade do tanque do veículo é fundamental para identificar possíveis fraudes.
Como se proteger
Especialistas recomendam algumas medidas simples:
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Sempre pedir combustível em litros, e não por valor
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Acompanhar o abastecimento do início ao fim
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Observar se o visor inicia do zero
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Preferir postos de confiança
Fiscalização e investigação
Operações recentes, como a chamada “Carbono Oculto”, revelaram a atuação do crime organizado em toda a cadeia de combustíveis, desde a produção até a venda final.
As investigações seguem em andamento, com centenas de mandados já expedidos contra empresas e envolvidos.