A Bridgestone deu um passo importante rumo ao futuro da mobilidade ao colocar em operação, pela primeira vez, seus pneus sem ar (AirFree) em um serviço regular no Japão. Após cerca de 18 anos de desenvolvimento, a tecnologia começou a ser utilizada em veículos elétricos autônomos de transporte comunitário na cidade de Higashiomi, na província de Shiga.
O novo pneu elimina um dos problemas mais comuns enfrentados pelos motoristas: os furos causados por objetos na pista. Além disso, não exige calibragem periódica, já que dispensa totalmente o uso de ar comprimido.
Como funciona o AirFree
Ao contrário dos pneus convencionais, o AirFree utiliza uma estrutura formada por raios de resina termoplástica reciclável, responsáveis por sustentar o peso do veículo e absorver os impactos do solo.
Sem ar em seu interior, o sistema elimina riscos de perda de pressão e estouros provocados por perfurações, além de reduzir significativamente a necessidade de manutenção.
Mais segurança e sustentabilidade
Segundo a Bridgestone, a tecnologia também foi desenvolvida com foco na sustentabilidade.
Além de utilizar materiais recicláveis, o pneu permite o reaproveitamento da estrutura e a substituição apenas da banda de rodagem quando necessário, reduzindo o desperdício de matéria-prima.
Outro diferencial é a coloração azul aplicada na estrutura interna, criada para aumentar a visibilidade do veículo em condições de baixa luminosidade.
Estreia acontece em transporte autônomo
A primeira aplicação comercial da tecnologia ocorre em pequenos veículos elétricos autônomos utilizados para transportar moradores entre comunidades rurais japonesas.
A Bridgestone considera esse ambiente ideal para validar o desempenho do sistema em uso diário antes de ampliar sua aplicação para outros segmentos.
Ainda não há previsão para carros de passeio
Apesar do avanço, o AirFree ainda está em fase de expansão e não será comercializado para veículos de passeio no curto prazo.
Especialistas apontam que desafios como custos de produção, desempenho em altas velocidades e aplicação em veículos maiores ainda precisam ser superados antes que a tecnologia chegue ao mercado em larga escala.
Se os testes continuarem apresentando bons resultados, a Bridgestone poderá abrir caminho para uma nova geração de pneus capazes de reduzir custos de manutenção, aumentar a segurança e eliminar de vez a preocupação com furos e calibragem frequente.