Tradição, inovação e transparência: o que está por trás do combustível que vai no seu tanque

Programas de monitoramento e controle ajudam a reduzir riscos de adulteração e prejuízos ao motorista.

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Tradição, inovação e transparência: o que está por trás do combustível que vai no seu tanque

Shell / Crédito: Luis Andreoli

Business

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Abastecer com combustível de procedência duvidosa continua sendo um dos principais receios de quem dirige no Brasil. Produtos fora de especificação podem aumentar o consumo, provocar falhas mecânicas e, em situações mais graves, causar danos ao motor, resultando em reparos caros e inesperados.
 
Para reduzir esses riscos, programas de controle e monitoramento da qualidade têm papel central na cadeia de abastecimento. Eles acompanham desde a origem até a comercialização do combustível, com o objetivo de garantir que o produto chegue ao consumidor dentro dos padrões técnicos exigidos.
 
Esses programas costumam envolver coletas periódicas nos pontos de distribuição, análises em laboratórios credenciados, auditorias internas e acompanhamento por órgãos reguladores, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A lógica é identificar eventuais desvios antes que o combustível chegue ao tanque do consumidor.
 
Com a evolução dos veículos, a exigência por combustíveis de melhor qualidade se tornou ainda maior. Motores mais modernos, normas ambientais mais rígidas e sistemas de injeção mais sensíveis ampliaram o impacto que um combustível fora do padrão pode causar no desempenho e na durabilidade dos componentes.
 
Outro fator que influencia esse cenário é o avanço da tecnologia embarcada nos veículos. Combustíveis atuais precisam atender a diferentes perfis de uso, desde o trânsito urbano intenso até longas viagens em rodovias, mantendo eficiência, estabilidade e menor formação de resíduos no sistema de alimentação.
 
No segmento diesel, as mudanças na composição do combustível brasileiro, com maior participação de biodiesel, também exigiram adaptações técnicas. A presença do biocombustível aumenta a necessidade de controle da oxidação e da formação de depósitos, especialmente em veículos pesados e de uso contínuo.
 
Apesar dos avanços, dúvidas ainda são comuns entre os motoristas, principalmente sobre combustíveis aditivados. Especialistas explicam que não existe um padrão único: cada fabricante utiliza formulações diferentes, com objetivos específicos, e os efeitos podem variar conforme o tipo de veículo, idade do motor e condições de uso.
 
Outro ponto importante é que qualquer veículo, novo ou usado, pode utilizar combustíveis com aditivos, desde que estejam dentro das especificações do fabricante. A principal diferença está no efeito ao longo do tempo, já que a proteção e a limpeza do sistema dependem da regularidade de uso.
 
Especialistas também alertam que não há risco de “vício” do motor ao utilizar combustíveis desse tipo. O que ocorre, na prática, é a interrupção de uma rotina de limpeza contínua caso o motorista volte a utilizar combustíveis comuns.
 
Independentemente do tipo escolhido, a recomendação para o consumidor é sempre a mesma: abastecer em postos de confiança, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e observar o comportamento do veículo após o abastecimento. Em caso de falhas, aumento repentino de consumo ou perda de desempenho, a orientação é procurar assistência técnica e registrar a ocorrência junto aos órgãos competentes.

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