Quatro motolâncias começam a operar em Porto Velho integradas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A nova estrutura foi criada para reduzir o tempo de chegada das equipes aos locais de ocorrência e iniciar os primeiros atendimentos enquanto as ambulâncias seguem para o endereço.
As motocicletas foram adaptadas para o atendimento pré-hospitalar e serão utilizadas principalmente em situações nas quais o trânsito, a distância ou as condições de acesso possam dificultar a chegada rápida de uma ambulância.
Profissionais foram capacitados
Para colocar o serviço em funcionamento, 52 servidores participaram de uma capacitação realizada por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e o Detran. Ao final do processo, 28 profissionais, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, foram considerados aptos para atuar nas motolâncias.
Inicialmente, as equipes funcionarão durante o período diurno, com quatro servidores por plantão e escalas distribuídas para garantir o atendimento integrado ao serviço de urgência e emergência.
Segundo o coordenador do SAMU, João Batista da Silva Oliveira, os profissionais receberam treinamento específico para atuar com as motocicletas.
“Temos profissionais capacitados especificamente para esse serviço. Inicialmente, as motolâncias funcionarão no período diurno, com quatro servidores por plantão e escalas distribuídas para garantir o funcionamento integrado ao atendimento de urgência e emergência.”
Primeiros socorros começam antes da ambulância
A principal vantagem das motolâncias é a agilidade para chegar ao local da ocorrência. Por serem menores e mais rápidas para circular pelo trânsito, as motocicletas podem alcançar o paciente antes da ambulância e iniciar procedimentos de atendimento.
O técnico de enfermagem e um dos profissionais responsáveis por pilotar as motolâncias, Jairo, explica que a chegada antecipada permite iniciar os procedimentos enquanto a unidade de suporte terrestre ainda está a caminho.
“A moto vai agilizar os primeiros atendimentos. Conseguimos iniciar o suporte para que, quando a ambulância chegar ao local, o paciente já esteja estabilizado e possa, quando necessário, ser encaminhado à UPA ou ao Hospital João Paulo II.”
As motolâncias serão acionadas pela Central de Regulação Médica de Urgência e atuarão de forma integrada às demais equipes do SAMU. O novo serviço não substitui as ambulâncias, mas permite que o atendimento comece mais rapidamente.
Investimento de R$ 244,8 mil
Para implantação da estrutura, foram investidos R$ 244,8 mil na aquisição das quatro motocicletas e dos equipamentos utilizados no atendimento pré-hospitalar.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a ampliação busca aumentar a capacidade de resposta do SAMU e reduzir o tempo entre o chamado e o início do atendimento.
“Estamos ampliando a capacidade de resposta do SAMU. São profissionais capacitados e uma nova estrutura para chegar mais rápido a quem precisa. Em uma emergência, cada minuto importa.”
A implantação das motolâncias acrescenta mobilidade à estrutura de urgência e emergência de Porto Velho e cria uma etapa adicional de atendimento entre o acionamento da ocorrência e a chegada da ambulância.