Rondônia figura em 2026 entre os estados com o IPVA mais caro do Brasil. Com alíquota média de 3%, o imposto cobrado dos proprietários de veículos no estado permanece acima da maior parte das unidades da federação.
O percentual coloca Rondônia no mesmo patamar de estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Distrito Federal e Amapá, todos com cobrança equivalente.
O cenário contrasta com políticas adotadas em outras regiões do país. No Amazonas, por exemplo, o imposto passou por redução após a aprovação da Lei Complementar nº 280/2025.
No estado vizinho, a alíquota média caiu para 1,5%, tornando-se a menor do país. A medida beneficiou centenas de milhares de veículos e ampliou programas de isenção, especialmente para motocicletas.
Enquanto isso, em Rondônia, a cobrança segue mantida em 3%, percentual superior ao praticado em estados como Paraná (1,9%), Santa Catarina, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso (2%), além de Pernambuco (2,4%) e Pará (2,5%).
A diferença nas alíquotas impacta diretamente o custo de manter um veículo. Especialistas apontam que percentuais mais elevados aumentam o peso tributário sobre os contribuintes e podem influenciar o orçamento familiar.
Em estados da Região Norte, onde a renda média é historicamente menor e o transporte individual ainda desempenha papel essencial, o impacto tende a ser ainda mais sensível.
O debate sobre a revisão das alíquotas em Rondônia ganha força diante do movimento observado em outras unidades da federação, que vêm adotando políticas de redução tributária como estratégia para estimular a economia e aliviar o peso dos impostos.