Golpe do IPVA 2026 cresce com sites falsos que prometem “desconto”

Páginas fraudulentas imitam portais oficiais e cobram taxas via Pix; especialistas e órgãos públicos orientam como evitar prejuízo.

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Golpe do IPVA 2026 cresce com sites falsos que prometem “desconto”

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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Com a abertura do calendário do IPVA em janeiro, cresce também o número de golpes envolvendo o imposto. Um levantamento da Kaspersky identificou, até o momento, pelo menos 13 sites falsos que prometem descontos inexistentes e simulam páginas oficiais para enganar contribuintes.
 
O alerta é reforçado por órgãos públicos. No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul divulgou comunicado após receber relatos de links fraudulentos. A orientação é clara: o governo não envia boletos, links ou mensagens cobrando IPVA, e o pagamento deve ser feito apenas pelos canais oficiais.
 
O que foi identificado no levantamento
 
Segundo a Kaspersky, as páginas fraudulentas mapeadas estão associadas a cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Os golpistas utilizam endereços que misturam nomes de órgãos públicos, siglas e termos ligados ao IPVA para dar aparência de legitimidade.
 
Como o golpe costuma funcionar
 
A fraude geralmente começa com links enviados por e-mail, SMS, redes sociais ou anúncios patrocinados em buscadores, fazendo o site falso aparecer entre os primeiros resultados. A estratégia cria uma falsa sensação de segurança, mas não garante que a página seja oficial.
 
De acordo com a cartilha do CERT.br, esse tipo de golpe é classificado como phishing, explorando temas do cotidiano para induzir o usuário a realizar pagamentos ou fornecer dados.
 
O caminho mais seguro para pagar o IPVA
 
Especialistas orientam que o contribuinte digite manualmente o endereço do site oficial no navegador ou utilize o aplicativo do governo do seu estado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os portais legítimos utilizam exclusivamente o domínio rs.gov.br.
 
Em São Paulo, o pagamento deve ser feito apenas pelos canais da Secretaria da Fazenda e Planejamento e pela rede bancária credenciada.
 
Antes de pagar no Pix, confira o destinatário
 
O Pix é o principal meio usado pelos golpistas por ser instantâneo. Por isso, a verificação mais importante ocorre antes de confirmar a transferência:
  • O nome do recebedor deve ser um órgão oficial do governo;
  • O CNPJ precisa corresponder à conta pública;
  • Nunca efetue pagamento para pessoa física ou empresa desconhecida.
 
Segundo a Sefaz gaúcha, muitos golpes utilizam QR Codes ou chaves Pix falsas, que desviam o valor para contas irregulares.
 
Principais sinais de site falso
  • Acesso feito por link recebido ou anúncio patrocinado;
  • Promessa de desconto fora do padrão do estado;
  • Endereço do site com domínio estranho, letras repetidas ou variações sutis;
  • Mensagens com tom de urgência ou ameaça de multa imediata.
 
Se o pagamento já foi feito, o que fazer
 
Caso o contribuinte perceba que caiu em golpe, a orientação é agir imediatamente. O primeiro passo é acionar o banco pelo aplicativo e registrar a contestação.
 
O Banco Central do Brasil explica que existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para casos de fraude no Pix. O pedido pode ser feito em até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápido o registro, maiores são as chances de bloqueio e recuperação do valor.

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