Páginas fraudulentas imitam portais oficiais e cobram taxas via Pix; especialistas e órgãos públicos orientam como evitar prejuízo.
Com a abertura do calendário do IPVA em janeiro, cresce também o número de golpes envolvendo o imposto. Um levantamento da Kaspersky identificou, até o momento, pelo menos 13 sites falsos que prometem descontos inexistentes e simulam páginas oficiais para enganar contribuintes.
O alerta é reforçado por órgãos públicos. No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul divulgou comunicado após receber relatos de links fraudulentos. A orientação é clara: o governo não envia boletos, links ou mensagens cobrando IPVA, e o pagamento deve ser feito apenas pelos canais oficiais.
O que foi identificado no levantamento
Segundo a Kaspersky, as páginas fraudulentas mapeadas estão associadas a cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Os golpistas utilizam endereços que misturam nomes de órgãos públicos, siglas e termos ligados ao IPVA para dar aparência de legitimidade.
Como o golpe costuma funcionar
A fraude geralmente começa com links enviados por e-mail, SMS, redes sociais ou anúncios patrocinados em buscadores, fazendo o site falso aparecer entre os primeiros resultados. A estratégia cria uma falsa sensação de segurança, mas não garante que a página seja oficial.
De acordo com a cartilha do CERT.br, esse tipo de golpe é classificado como phishing, explorando temas do cotidiano para induzir o usuário a realizar pagamentos ou fornecer dados.
O caminho mais seguro para pagar o IPVA
Especialistas orientam que o contribuinte digite manualmente o endereço do site oficial no navegador ou utilize o aplicativo do governo do seu estado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os portais legítimos utilizam exclusivamente o domínio rs.gov.br.
Em São Paulo, o pagamento deve ser feito apenas pelos canais da Secretaria da Fazenda e Planejamento e pela rede bancária credenciada.
Antes de pagar no Pix, confira o destinatário
O Pix é o principal meio usado pelos golpistas por ser instantâneo. Por isso, a verificação mais importante ocorre antes de confirmar a transferência:
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O nome do recebedor deve ser um órgão oficial do governo;
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O CNPJ precisa corresponder à conta pública;
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Nunca efetue pagamento para pessoa física ou empresa desconhecida.
Segundo a Sefaz gaúcha, muitos golpes utilizam QR Codes ou chaves Pix falsas, que desviam o valor para contas irregulares.
Principais sinais de site falso
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Acesso feito por link recebido ou anúncio patrocinado;
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Promessa de desconto fora do padrão do estado;
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Endereço do site com domínio estranho, letras repetidas ou variações sutis;
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Mensagens com tom de urgência ou ameaça de multa imediata.
Se o pagamento já foi feito, o que fazer
Caso o contribuinte perceba que caiu em golpe, a orientação é agir imediatamente. O primeiro passo é acionar o banco pelo aplicativo e registrar a contestação.
O Banco Central do Brasil explica que existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para casos de fraude no Pix. O pedido pode ser feito em até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápido o registro, maiores são as chances de bloqueio e recuperação do valor.