Hatch europeu dá pistas do sucessor do Argo e Mobi, que será produzido em Betim (MG) a partir de 2026
O Fiat Grande Panda chegou às concessionárias da Europa em versão híbrida leve (MHEV) e já revela indícios do que esperar do futuro compacto nacional da marca, que será produzido em Betim (MG) a partir de 2026. O modelo também terá versões elétricas e a combustão, reforçando a estratégia global da Stellantis.
Com 3,99 metros de comprimento, o hatch se destaca pelo design retangular, cheio de arestas, que remete ao saudoso Uno. O estilo mistura referências retrô, como os faróis pixelados inspirados em jogos digitais dos anos 1980, com soluções modernas que aumentam o espaço interno e conferem visual de “mini-crossover”.
A versão híbrida combina um motor 1.2 turbo a gasolina de 101 cv com um propulsor elétrico de 29 cv, resultando em 110 cv de potência combinada. O sistema MHEV de 48V permite que o hatch rode pequenos trechos em modo 100% elétrico, além de auxiliar nas retomadas e melhorar a eficiência. Segundo a Stellantis, o consumo pode chegar a 19,6 km/l em ciclo urbano.
Outro destaque é o espaço: o porta-malas oferece 412 litros de capacidade, maior que muitos hatches médios, podendo atingir 1.366 litros com os bancos traseiros rebatidos. Por dentro, a Fiat aposta em cores alegres, soluções digitais e um painel de 10 polegadas que faz referência à pista de testes da antiga fábrica da marca em Turim.
O Grande Panda deve chegar ao Brasil em 2026 como substituto de Argo e Mobi, com motores 1.0 aspirado e 1.0 turbo flex. A Fiat ainda avalia o nome do modelo, mas a expectativa é que o novo hatch custe abaixo de R$ 100 mil nas versões de entrada, ampliando a disputa no segmento de compactos acessíveis.