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Ferrari Luce quer corrigir exageros dos carros elétricos e até a NASA entrou no projeto

Marca italiana busca entregar mais emoção ao volante e diz que aceleração excessiva pode gerar desconforto

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Ferrari Luce quer corrigir exageros dos carros elétricos e até a NASA entrou no projeto

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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A Ferrari está desenvolvendo o Luce com uma proposta diferente da maioria dos carros elétricos de alto desempenho: em vez de buscar apenas números extremos de aceleração, a marca quer criar uma experiência mais equilibrada e emocional ao volante.
 
Segundo a fabricante italiana, a ideia é corrigir um dos pontos que considera problemáticos nos elétricos atuais: a aceleração forte e contínua demais.
 
Durante entrevista ao site Autocar, o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou que a aceleração longitudinal em excesso pode causar desconforto e até perturbar o cérebro, reduzindo a sensação de prazer ao dirigir.
 
PARCERIA COM A NASA
 
Para entender melhor esse limite, a Ferrari contou com o apoio da NASA no desenvolvimento do projeto.
 
 
O objetivo foi estudar até que ponto a aceleração em linha reta continua sendo prazerosa sem gerar desconforto ao motorista.
 
A proposta da marca é fazer com que o desempenho do Luce seja marcante, mas também mais conectado à experiência sensorial e emocional que sempre caracterizou os modelos da Ferrari.
 
CINCO PILARES DO PROJETO
 
Segundo a fabricante, o Luce foi desenvolvido com base em cinco pilares que vão definir sua dinâmica.
 
Entre eles estão a aceleração longitudinal, agora tratada com mais equilíbrio, a aceleração lateral, que influencia diretamente o comportamento em curvas, e o sistema de frenagem, visto como parte fundamental da sensação de desempenho.
 
Outro elemento que chama atenção é a presença de paddle shifters atrás do volante.
 
Mesmo sendo um elétrico, o modelo terá esse recurso para ajustar a entrega de torque e criar uma sensação mais próxima de trocas de marcha, aproximando a condução da experiência de um esportivo tradicional.
 
SOM COM IDENTIDADE PRÓPRIA
 
A Ferrari também quer diferenciar o Luce no som.
 
Em vez de simplesmente imitar motores a combustão, a marca pretende trabalhar o som real do motor elétrico, explorando frequências mais graves e agradáveis, sem recorrer a soluções artificiais.
 
A intenção é dar ao carro uma assinatura sonora própria, mantendo identidade compatível com o nome Ferrari.
 
AUTONOMIA NÃO É O FOCO PRINCIPAL
 
O Luce deve ter autonomia superior a 500 quilômetros com uma carga, número competitivo dentro do segmento.
 
Ainda assim, a Ferrari deixa claro que o foco principal do projeto não está apenas na eficiência, mas na construção de um carro elétrico capaz de preservar emoção, envolvimento e prazer ao dirigir.

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