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Exame toxicológico passa a ser obrigatório para CNH A e B a partir 1º de julho de 2026

Nova exigência amplia controle sobre futuros motoristas e gera debate sobre custos no processo de habilitação

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Exame toxicológico passa a ser obrigatório para CNH A e B a partir 1º de julho de 2026

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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Uma mudança no processo de habilitação vai impactar milhões de brasileiros. O exame toxicológico, que antes era exigido apenas para motoristas profissionais, também passará a ser obrigatório para quem deseja obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B.
 
A medida foi confirmada após o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial e incluir a exigência no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Apesar da aprovação, a nova regra ainda terá um período de adaptação antes de entrar em vigor.
 
QUANDO PASSA A VALER
 
A obrigatoriedade do exame toxicológico começa a valer a partir de 1º de julho de 2026. O prazo foi definido para que os órgãos de trânsito, clínicas e centros de formação de condutores se adequem às novas exigências.
 
Até lá, o processo de habilitação segue com as regras atuais.
 
O QUE MUDA NA PRÁTICA
 
Com a nova regra, candidatos que desejarem tirar a primeira CNH deverão apresentar resultado negativo em exame toxicológico para concluir o processo.
 
A exigência será aplicada para:
 
• categoria A, destinada a motocicletas
• categoria B, voltada a veículos de passeio
 
Sem o exame, o candidato não poderá finalizar a obtenção da habilitação.
 
O teste tem capacidade de identificar o uso de substâncias psicoativas em um período de até 90 dias, ampliando o controle sobre o comportamento do condutor antes mesmo de começar a dirigir.
 
AMPLIAÇÃO DA EXIGÊNCIA
 
Atualmente, o exame toxicológico já é obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que exercem atividade profissional no transporte de cargas e passageiros.
 
Com a mudança, a exigência passa a abranger também condutores não profissionais, ampliando o alcance da fiscalização preventiva no trânsito brasileiro.
 
DEBATE SOBRE A MEDIDA
 
A nova regra gerou discussões entre especialistas e a população. Defensores afirmam que a medida pode contribuir para aumentar a segurança viária, reduzindo riscos associados ao uso de substâncias por motoristas.
 
Por outro lado, críticos apontam que a exigência pode elevar o custo para quem já enfrenta despesas com autoescola, exames e taxas para obtenção da CNH.
 
IMPACTO NO PROCESSO DE HABILITAÇÃO
 
A inclusão do exame toxicológico representa mais uma etapa no processo de habilitação no Brasil. A expectativa é de que a medida provoque mudanças na dinâmica dos Centros de Formação de Condutores e também na rotina dos candidatos.
 
Com a nova exigência, o processo tende a ficar mais rigoroso, com foco maior na prevenção e na segurança antes mesmo da concessão da CNH.
 
A medida marca mais um ajuste na legislação de trânsito brasileira, acompanhando discussões sobre segurança viária e responsabilidade dos futuros condutores.

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