Os motoristas brasileiros sentiram um alívio no bolso durante o mês de maio. Segundo levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado em parceria com a Fipe, o etanol hidratado foi o combustível que apresentou a maior redução de preço no período, com queda média de 5,6% em todo o país.
Com o recuo, o litro do etanol passou a custar, em média, R$ 4,488, interrompendo uma sequência de aumentos registrada nos meses anteriores e recuperando competitividade frente à gasolina em diversos estados.
O principal fator para a redução foi o avanço da safra 2026/27 de cana-de-açúcar, especialmente na região Centro-Sul, responsável pela maior parte da produção nacional. O aumento da oferta no mercado contribuiu diretamente para a queda dos preços nas bombas.
Gasolina e diesel também ficaram mais baratos
Além do etanol, outros combustíveis também apresentaram retração em maio. Os dois tipos de diesel registraram queda média de 3,3%, enquanto a gasolina comum e a aditivada ficaram 1% mais baratas.
O único combustível que apresentou aumento foi o GNV (Gás Natural Veicular), com leve alta de 0,3% no período.
Distrito Federal lidera reduções
Entre as unidades da federação, o Distrito Federal registrou a maior queda no preço do etanol, com redução de 10%.
Na sequência aparecem:
- São Paulo: -7,2%
- Minas Gerais: -6,0%
- Paraná: -5,1%
- Mato Grosso: -4,9%
A proximidade dessas regiões com os principais polos produtores de cana-de-açúcar ajudou a acelerar o movimento de queda.
Diesel ainda acumula alta em 2026
Apesar do recuo registrado em maio, o diesel continua sendo o combustível que mais subiu de preço no acumulado de 2026, com valorização próxima de 17%.
O comportamento é atribuído às oscilações do mercado internacional de petróleo e às incertezas geopolíticas que continuam influenciando os custos da cadeia global de energia.
Peso do abastecimento é o menor desde 2017
Outro dado positivo apontado pela pesquisa é a redução do impacto dos combustíveis sobre a renda das famílias brasileiras.
No primeiro trimestre de 2026, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comprometeu, em média, 5,5% da renda domiciliar nacional. Nas capitais, esse percentual foi ainda menor, chegando a 3,7%.
Segundo o estudo, trata-se do menor nível registrado desde o início da série histórica, em 2017.