Peça virou alvo de criminosos e prejuízo pode ultrapassar R$ 9 mil em concessionárias
Proprietários de modelos como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Fiat Fastback têm relatado uma nova dor de cabeça: o furto das câmeras de ré.
O problema tem sido registrado com maior frequência em grandes centros urbanos, especialmente na Grande São Paulo. Segundo relatos de consumidores em redes sociais, fóruns e no site Reclame Aqui, a peça tem sido retirada em poucos segundos.
Trava da câmera do Fastback impede que o equipamento seja puxado — Foto: Reprodução/Naf Tech Tecnologia
Isso ocorre porque, nesses modelos, a câmera fica posicionada na tampa do porta-malas e é fixada por travas plásticas, o que facilita sua remoção pelo lado externo.
Prejuízo elevado no reparo
Além da perda da peça, o furto costuma causar danos ao chicote elétrico, elevando significativamente o custo do reparo.
Em alguns casos relatados por consumidores, o valor do conserto em concessionárias pode ultrapassar R$ 9 mil. Há registros de situações em que, além da substituição da câmera, foi necessária a troca completa do chicote que conecta o equipamento ao sistema multimídia.
Fiat Pulse também é alvo de furto da câmera de ré — Foto: Murilo Goes/Autoesporte
Clientes afirmam que o furto pode acontecer em questão de segundos, conforme imagens de câmeras de segurança.
Mercado de acessórios apresenta solução
Diante da recorrência dos casos, o mercado de acessórios automotivos passou a oferecer alternativas preventivas.
Lojas especializadas têm instalado uma espécie de trava metálica interna, que impede a retirada da câmera pelo lado de fora.
O serviço custa, em média, entre R$ 390 e R$ 400, com mão de obra inclusa. O tempo de instalação varia entre 40 minutos e uma hora, dependendo do modelo.
Montadoras se manifestam
Em respostas aos consumidores, a Fiat informou que os furtos não estão relacionados a falhas de fabricação, mas sim a questões de segurança pública.
Em nota enviada à imprensa, a Stellantis declarou que acompanha os relatos e orienta que clientes procurem a rede de concessionárias e registrem boletim de ocorrência.
Já a Jeep informou que não identificou volume atípico na reposição das peças e reforçou que permanece à disposição dos proprietários por meio da rede autorizada.