Equipamento mede o teor alcoólico no ar expirado e é peça-chave nas blitzes da Lei Seca.
O bafômetro é um dos instrumentos mais utilizados na fiscalização de trânsito para identificar a presença de álcool no organismo do condutor. Apesar de comum nas operações da Lei Seca, muitos motoristas ainda não sabem exatamente como o aparelho funciona.
Na prática, o equipamento não analisa o sangue diretamente. Ele mede a concentração de álcool presente no ar alveolar, ou seja, o ar profundo expelido pelos pulmões durante o sopro.
Como o álcool é detectado
Quando uma pessoa consome bebida alcoólica, o etanol é absorvido pela corrente sanguínea. Parte desse álcool circulante é eliminada pela respiração. É justamente essa fração que o bafômetro consegue identificar.
Ao soprar no aparelho:
• O ar passa por um sensor interno
• O sensor reage quimicamente ao etanol
• O equipamento calcula a concentração de álcool
A tecnologia por trás do teste
Os bafômetros modernos utilizam principalmente sensores do tipo:
• Célula eletroquímica (fuel cell) → mais precisa, usada em fiscalização
• Semicondutor → comum em modelos mais simples
Na célula eletroquímica, o etanol sofre uma reação de oxidação. Essa reação gera uma corrente elétrica proporcional à quantidade de álcool detectada. O sistema converte esse sinal em um número exibido no visor.
O que o resultado significa
O valor apresentado corresponde ao teor alcoólico medido no ar expirado, normalmente expresso em mg/L (miligramas por litro de ar).
No Brasil:
• Qualquer concentração pode gerar autuação administrativa
• Acima de determinado limite, há enquadramento criminal