Sistema de 1.500 kW chega em junho e promete levar bateria de 20% a 97% em até 12 minutos
A BYD prepara a chegada ao Brasil do carregador de carros elétricos mais potente do mundo. Batizado de Flash Charging, o sistema de 1.500 kW estreia em junho e promete revolucionar o tempo de recarga no país.
Recarga ultrarrápida
O novo carregador é capaz de levar a bateria de 10% a 70% em cerca de cinco minutos e atingir até 97% em menos de 10 minutos. Em condições específicas, o carregamento de 20% a 97% pode ser feito em aproximadamente 12 minutos.
A tecnologia, no entanto, será compatível apenas com veículos equipados com a segunda geração da bateria Blade da BYD.
Sistema evita sobrecarga na rede
Para viabilizar tamanha potência, a marca utilizará o sistema BESS (Battery Energy Storage System), que funciona como um grande “reservatório de energia”.
Na prática, o sistema armazena eletricidade de forma contínua e, quando necessário, libera grandes quantidades em poucos minutos para abastecer o veículo, evitando sobrecarga na rede elétrica.
Sem esse recurso, a infraestrutura tradicional não suportaria picos de energia tão elevados, o que poderia causar queda de tensão e danos à rede.
Primeira instalação no Brasil
O primeiro carregador será instalado em Brasília (DF), em uma concessionária da Denza, marca premium da BYD. A estrutura será utilizada inicialmente para atender o modelo Z9 GT, que também chega ao país em junho.
A expectativa da montadora é expandir rapidamente a tecnologia, com planos de alcançar até mil unidades no Brasil até 2027.
Tecnologia global
Este é o "powerbank" do carregador da BYD com 1.500 kW — Foto: André Schaun/Autoesporte
Na China, a BYD já avança com esse tipo de infraestrutura e prevê a instalação de até 20 mil unidades do sistema BESS ainda este ano.
O carregador Flash Charging utiliza padrão CCS2 e conta com sistema que facilita o manuseio do cabo, permitindo maior mobilidade durante a recarga.
Nova geração de baterias
A segunda geração da bateria Blade, desenvolvida ao longo de seis anos, traz melhorias em densidade energética e gerenciamento térmico, permitindo recargas mais rápidas e seguras.
Modelos equipados com essa tecnologia podem alcançar autonomia superior a 1.000 km no ciclo chinês, além de suportar altas potências de carregamento.
Limitações e futuro
Apesar do avanço, nem todos os veículos poderão aproveitar o novo carregador. Modelos mais simples, como o Dolphin Mini, possuem limitações de recarga e não suportam potências tão elevadas.
Ainda assim, a chegada da tecnologia marca um novo passo na infraestrutura de mobilidade elétrica no Brasil, reduzindo significativamente o tempo de espera e aproximando a experiência dos elétricos ao abastecimento tradicional.