Grupo percorre rota entre Cabedelo (PB) e Manaus (AM), enfrentando trechos críticos da BR-230 e BR-319
Porto Velho foi ponto de passagem de uma das expedições off-road mais comentadas das redes sociais nos últimos dias. O comboio organizado por Ricardo ACF atravessou a capital rondoniense anteontem, durante a jornada que liga o Nordeste ao Amazonas por algumas das rodovias mais desafiadoras do país.
A expedição tem como eixo central a Travessia da Transamazônica (BR-230), partindo do marco simbólico em Cabedelo (PB). O grupo segue por milhares de quilômetros até Humaitá (AM), enfrentando longos segmentos de estrada de terra, lama, erosões e isolamento logístico. Na sequência, os participantes encaram a BR-319 rumo a Manaus.
O projeto ganhou notoriedade não apenas pelo trajeto extremo, mas pela proposta de transmissão em tempo real. Em vez do formato tradicional de vídeos editados, a equipe utilizou conexão via satélite para mostrar bastidores da viagem, incluindo atoleiros, resgates, dificuldades mecânicas e os impactos das condições climáticas típicas do Inverno Amazônico.
A passagem por Rondônia integra a fase crítica da logística da expedição. Porto Velho funciona como ponto estratégico de abastecimento, manutenção e reorganização antes dos trechos mais severos em direção ao sul do Amazonas, onde a infraestrutura viária se torna ainda mais limitada.
Além do caráter aventureiro, o grupo afirma que o objetivo é expor a realidade das rodovias amazônicas, destacando os desafios enfrentados diariamente por motoristas, transportadores e moradores da região.
A travessia reúne veículos preparados, equipamentos de resgate e participantes de diferentes perfis, formando um comboio que mistura turismo de aventura, produção de conteúdo digital e exploração técnica em condições extremas.
A jornada segue agora em direção ao Amazonas, onde os desafios deixam de ser apenas mecânicos e passam a envolver fatores ambientais e estruturais que transformam a experiência em um teste contínuo de resistência.