Uma falha no microfone durante um evento no Palácio do Planalto rendeu uma declaração inusitada do CEO global da Stellantis, Antonio Filosa. Após o equipamento parar de funcionar e ser substituído, o executivo italiano comentou, em tom de brincadeira, que a bateria "deve ser de origem asiática".
 
A declaração foi feita na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de integrantes do governo federal, arrancando risadas de parte dos participantes. Lula, no entanto, não reagiu ao comentário.
 
Comentário ocorreu durante apresentação de investimentos
 
O episódio aconteceu na última quarta-feira (22), durante uma reunião que marcou as comemorações dos 50 anos da Fiat no Brasil.
 
Na ocasião, Filosa apresentava os investimentos da Stellantis no país e os números relacionados às operações da empresa quando o microfone apresentou falha. Após algumas tentativas de utilizá-lo, o executivo pegou outro equipamento e fez a observação sobre a suposta origem asiática da bateria.
 
Também participaram do encontro executivos da Stellantis, entre eles Herlander Zola, presidente da companhia para a América do Sul.
 
Stellantis também mantém parcerias com fabricantes chinesas
 
Apesar da provocação, a Stellantis ampliou sua presença junto à indústria automotiva chinesa nos últimos anos.
 
O principal exemplo é a Leapmotor, da qual o grupo controla 51% da operação internacional. A marca já iniciou suas atividades no Brasil com os modelos B10 e C10, enquanto o C16 também faz parte dos planos da fabricante.
 
Além disso, a Stellantis mantém acordos de cooperação com a Dongfeng, uma das maiores montadoras da China. As empresas estudam ampliar projetos conjuntos envolvendo veículos eletrificados, produção, engenharia e operações comerciais, tanto na Europa quanto no mercado brasileiro.
 
Produção nacional segue como prioridade
 
Durante sua passagem pelo Brasil, Antonio Filosa também participou das comemorações dos 50 anos da Fiat, realizadas em Betim (MG), onde está localizado o principal complexo industrial da marca no país.
 
Na ocasião, o executivo voltou a defender a produção nacional como estratégia para enfrentar o aumento da concorrência das fabricantes chinesas. Segundo ele, a Stellantis pretende ampliar a localização da produção, fortalecer a cadeia de fornecedores brasileiros e investir na geração de empregos no país.