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CEO da Ford elogia BYD Shark, diz que BYD Shark é boa, mas ‘não é uma Ranger ou uma Hilux’

Executivo destaca avanço das chinesas, mas aponta limitações para uso pesado

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CEO da Ford elogia BYD Shark, diz que BYD Shark é boa, mas ‘não é uma Ranger ou uma Hilux’

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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O CEO da Ford, Jim Farley, voltou a comentar sobre o avanço das montadoras chinesas e avaliou de perto a BYD Shark durante uma viagem ao Grande Prêmio de Fórmula 1.
 
Segundo o executivo, os modelos eletrificados da concorrência vêm evoluindo rapidamente e já se mostram competitivos para o uso diário, principalmente para quem não depende da caçamba para trabalho intenso.
 
Farley destacou a atratividade das picapes híbridas plug-in para o consumidor comum e reconheceu o avanço das montadoras asiáticas em um dos segmentos mais disputados da indústria automotiva.
 
 
No entanto, ele foi direto ao comparar o modelo chinês com picapes tradicionais como a Ford Ranger e a Toyota Hilux.
 
“As picapes são diferentes. A Shark é uma picape, mas se você coloca 500 kg na caçamba, ela não é uma Ranger nem uma Hilux”, afirmou.
 
LIMITAÇÕES PARA USO PESADO
 
De acordo com Farley, a proposta da BYD Shark atende bem quem busca eletrificação no uso urbano, mas ainda enfrenta limitações quando o assunto é trabalho pesado.
 
Isso ocorre principalmente pela capacidade de carga, que gira em torno de 500 kg, enquanto modelos tradicionais do segmento costumam ultrapassar 1.000 kg.
 
Além disso, o conjunto híbrido plug-in exige ajustes no comportamento do veículo em situações mais severas, como subidas íngremes, onde o sistema pode reduzir a entrega de potência para evitar superaquecimento.
 
TECNOLOGIA EM DESTAQUE
 
Apesar das críticas, o executivo reconheceu pontos positivos do modelo, como o sistema de vetorização de torque elétrico, que melhora a aderência em pisos de baixa tração e reduz a patinagem de forma quase imediata.
 
Especialistas do setor também apontam que a tecnologia eletrificada tende a ganhar espaço, principalmente entre consumidores que priorizam conforto, eficiência e uso urbano.
 
CUSTO AINDA É INCÓGNITA
 
Farley também demonstrou curiosidade sobre o custo de produção do modelo chinês.
 
“Não tenho ideia de como eles ganham dinheiro quando desmontamos”, comentou, indicando surpresa com a relação entre tecnologia embarcada e preço final.

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