Protótipos da Chevrolet e Fiat chamaram atenção em salões do automóvel e viraram ícones da criatividade nacional
Apesar de o Brasil ser um país tropical, os carros conversíveis sempre foram raridade no mercado nacional. Ainda assim, dois modelos conceituais marcaram época mesmo sem nunca terem sido produzidos: o Chevrolet Celta Spider e o Fiat Uno Cabrio.
Apresentados com uma década de diferença, os dois modelos tinham propostas semelhantes: eram roadsters de dois lugares, sem capota e criados exclusivamente para exibição no Salão do Automóvel de São Paulo.
Celta Spider foi destaque em 2000
O Celta Spider foi apresentado pela General Motors no Salão de 2000, pouco tempo após o lançamento do hatch no Brasil.
Com visual esportivo e interior mais sofisticado, o modelo trazia:
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rodas aro 17
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freios a disco nas quatro rodas
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câmbio manual de cinco marchas
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motor de quatro cilindros (provavelmente o 1.0 do Celta)
A própria GM deixou claro na época que o modelo era apenas um exercício de design, sem qualquer intenção de produção.
Após ser exibido por anos, o conceito passou por museus e fábricas, mas hoje não faz mais parte do acervo público da marca, tendo paradeiro desconhecido.
Uno Cabrio trouxe mais desempenho em 2010
Já o Uno Cabrio foi apresentado pela Fiat no Salão de 2010, antecipando o visual da nova geração do Uno duas portas.
Diferente do Celta, o conceito da Fiat chamava atenção não só pelo design, mas também pelo desempenho:
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motor 1.4 turbo T-Jet
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152 cv de potência
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proposta esportiva mais agressiva
O modelo chegou a ser testado por jornalistas em pista, mostrando que não era apenas um protótipo estático.
Visualmente, se destacava por:
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ausência total de teto
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santantônios traseiros
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lanternas exclusivas em LED
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acabamento mais sofisticado
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Conceitos que viraram lenda
Assim como a GM, a Fiat também deixou claro que o Uno Cabrio não seria produzido em série, sendo apenas um exercício de criatividade e versatilidade da plataforma.
A diferença é que, enquanto o Celta Spider desapareceu, o Uno Cabrio ainda está sob guarda da Stellantis, na fábrica de Betim (MG), e ocasionalmente ainda roda em testes internos.