Fábrica de Anápolis passa a operar com nova marca e amplia capacidade para híbridos e elétricos
A fábrica da Caoa em Anápolis (GO) entra em uma nova fase com o início da produção dos veículos da Changan no Brasil. O grupo anunciou investimento adicional de R$ 5 bilhões na unidade, elevando o total aplicado no complexo industrial para cerca de R$ 8 bilhões.
A nova operação marca o nascimento da Caoa Changan, reforçando a estratégia do grupo de ampliar sua atuação com marcas chinesas no mercado nacional.
O primeiro modelo a sair da linha de montagem é o Uni-T, SUV recém-apresentado no país. Além dele, a expectativa é de que outros dois veículos também passem a ser produzidos localmente: os SUVs CS75 e CS55.
O anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de executivos da Caoa e representantes globais da Changan.
EXPANSÃO DA FÁBRICA
Com o novo ciclo de investimentos, a unidade ganhou mais de 36 mil m² de área construída. Ainda em 2026, outros 15 mil m² devem ser adicionados.
Ao final das obras, a fábrica deve atingir mais de 223 mil m², consolidando-se como uma das estruturas industriais mais completas do país.
FÁBRICA MULTIMARCAS
Inaugurada em 2007, a planta de Anápolis sempre teve perfil versátil. Inicialmente voltada à produção de veículos da Hyundai, foi responsável por modelos como HR, HD80 e o Tucson, que marcou época no mercado brasileiro.
Após mudanças na parceria com a Hyundai e o encerramento da produção de alguns modelos, abriu-se espaço para a chegada da Changan.
Paralelamente, a unidade segue sendo a principal base da Caoa Chery no Brasil, responsável pela produção dos SUVs Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8.
FOCO EM ELETRIFICAÇÃO
A nova fase da fábrica também inclui a preparação para veículos eletrificados.
A expectativa é que ainda este ano tenham início as produções de versões híbridas da linha Tiggo, além de futuros modelos híbridos e elétricos da própria Changan.
ESTRATÉGIA DO GRUPO
A movimentação reforça a estratégia da Caoa de diversificar seu portfólio e ampliar a presença no mercado brasileiro com marcas chinesas, acompanhando a transformação global da indústria automotiva.
CONCLUSÃO
Com o investimento bilionário e a chegada da Changan, a fábrica de Anápolis se consolida como um dos principais polos automotivos do país, agora com foco também em eletrificação e novas tecnologias.
A iniciativa reforça o avanço das montadoras chinesas no Brasil e amplia a oferta de modelos para o consumidor nacional.