O governo da Argentina anunciou que irá zerar, por um período inicial de um ano, o imposto de exportação sobre veículos produzidos no país. A medida passa a valer a partir de julho e reduz a alíquota atual de 4,5% para zero, podendo impactar diretamente os preços dos carros vendidos no Brasil.
A redução do imposto era uma reivindicação antiga das montadoras instaladas na Argentina, representadas pela Adefa, associação das fabricantes do país. Segundo o setor, a cobrança reduzia a competitividade dos veículos argentinos nos mercados internacionais.
Com a mudança, a expectativa da indústria automotiva local é de uma redução aproximada de 2% no custo final das exportações. Na prática, isso pode refletir em preços mais competitivos para modelos importados da Argentina e vendidos no mercado brasileiro.
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Mesmo com o incentivo, o setor ainda enfrenta forte concorrência dos veículos chineses, principalmente os eletrificados, que seguem avançando rapidamente em diversos mercados da América Latina, incluindo o Brasil.
A decisão também faz parte da estratégia econômica do presidente Javier Milei, que defende redução de impostos e diminuição da participação do Estado na economia para estimular a indústria local. O benefício tributário também foi estendido ao setor agrícola argentino.
Atualmente, a Argentina é um dos principais parceiros comerciais da indústria automotiva brasileira. Entre janeiro e abril de 2026, o país exportou cerca de 54,9 mil veículos para o Brasil, ficando atrás apenas da China.
Entre os principais modelos produzidos na Argentina e vendidos no mercado brasileiro estão:
• Volkswagen Amarok
• Ford Ranger
• Fiat Cronos
• Fiat Titano
• Toyota Hilux
• Toyota SW4
• Peugeot 208
• Peugeot 2008
Além disso, a Renault confirmou para setembro o lançamento da picape Niagara, que também será produzida na Argentina.
A expectativa do setor é que a medida ajude a recuperar parte da competitividade da indústria argentina no mercado automotivo sul-americano.