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Alta do diesel pressiona caminhoneiros e eleva risco de paralisações no país

Reajustes recentes aumentam custos da categoria, enquanto lideranças divergem sobre mobilização nacional

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Alta do diesel pressiona caminhoneiros e eleva risco de paralisações no país

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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A alta no preço do diesel tem ampliado a insatisfação entre caminhoneiros em todo o Brasil e acendeu o alerta para possíveis paralisações nos próximos dias. O aumento é influenciado pelo cenário internacional e tem impacto direto no custo do transporte rodoviário.
 
Com o diesel representando mais de 40% dos custos da atividade, profissionais do setor relatam dificuldades para manter as operações. Os reajustes recentes pressionam o valor do frete e reduzem a margem de lucro, intensificando as cobranças por medidas do governo.
 
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS
 
O avanço do diesel nas últimas semanas tem sido significativo:
  • No fim de fevereiro, o litro girava em torno de R$ 5,50
  • No início de março, já se aproximava de R$ 5,90
  • Atualmente, o preço médio encosta em R$ 6,50 em diversas regiões
  • A alta acumulada chega a cerca de 18%
 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística afirma que os aumentos impactam diretamente a renda dos caminhoneiros e reforça a necessidade de medidas urgentes.
 
MOVIMENTO DIVIDIDO
 
Apesar da crescente insatisfação, não há confirmação de uma greve nacional unificada. O movimento segue dividido entre lideranças e entidades representativas.
 
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, defende a mobilização e afirma que a categoria enfrenta dificuldades para manter a atividade. Segundo ele, assembleias recentes indicam apoio a uma possível paralisação.
 
Por outro lado, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística tem adotado uma postura mais cautelosa, defendendo diálogo com o governo antes de qualquer paralisação.
 
Já a Confederação Nacional do Transporte acompanha o cenário e alerta para os impactos econômicos de uma eventual greve, especialmente no abastecimento.
 
GOVERNO MONITORA CENÁRIO
 
O Governo Federal acompanha a situação e mantém diálogo com representantes do setor. O ministro dos Transportes, Renan Filho, participa das discussões sobre possíveis medidas para reduzir os impactos da alta do diesel.
 
Entre as alternativas em análise estão ajustes tributários, como a redução temporária do ICMS — tema debatido no Conselho Nacional de Política Fazendária — além de mecanismos de compensação para reduzir os efeitos da variação internacional do petróleo.
 
RISCO DE DESABASTECIMENTO
 
Mesmo sem uma paralisação nacional confirmada, o risco de impactos no abastecimento preocupa autoridades e o setor produtivo.
 
O transporte rodoviário responde por cerca de 60% da movimentação de cargas no Brasil, incluindo alimentos, combustíveis e produtos essenciais. Qualquer interrupção pode gerar aumento de preços, atrasos logísticos e pressão sobre a inflação.
 
HISTÓRICO ACENDE ALERTA
 
O setor já protagonizou uma das maiores crises logísticas do país, durante a greve de caminhoneiros de 2018, que causou desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia.
 
Diante desse histórico, o cenário atual é acompanhado com cautela.
 
PRÓXIMOS PASSOS
 
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, novas decisões devem ocorrer nos próximos dias, a depender das medidas que forem apresentadas pelo governo.
 
A tendência, segundo o líder, é que qualquer mobilização ocorra inicialmente de forma gradual, podendo ganhar força caso não haja resposta considerada suficiente pelos trabalhadores.

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