De Volkswagen a Peugeot, fabricantes generalistas já criaram máquinas de alto desempenho que rivalizam com grifes de luxo
O universo dos supercarros costuma ser associado a marcas de ultra luxo e produção limitada. No entanto, ao longo das últimas décadas, fabricantes consideradas “populares” também decidiram entrar nesse território exclusivo, criando modelos que dividiram espaço nas concessionárias com hatches e sedãs de grande volume.
Confira cinco exemplos emblemáticos.
Volkswagen W12
Na virada dos anos 2000, a Volkswagen apostava alto em sua expansão global. Foi nesse contexto que surgiu o ousado projeto W12.
Embora nunca tenha chegado à produção em série, o superesportivo utilizava um motor W12 que mais tarde serviria de base para o conjunto que equiparia o Bugatti Veyron. O mais curioso é que o protótipo compartilhava componentes simples com modelos de entrada da própria marca.
Peugeot Oxia
Talvez o exemplo mais surpreendente seja o da Peugeot. O conceito Oxia, apresentado no fim dos anos 1980, utilizava um motor V6 2.8 derivado do rali.
Com impressionantes 680 cv de potência e velocidade máxima declarada de 350 km/h, tornou-se até hoje o carro mais potente e rápido já criado pela fabricante francesa. Apenas duas unidades foram produzidas.
Honda NSX
Desenvolvido com participação decisiva de Ayrton Senna no acerto de chassi, o NSX colocou a Honda no mapa dos supercarros.
A primeira geração priorizava equilíbrio dinâmico e pureza mecânica. Já a segunda adotou um sofisticado conjunto híbrido. Nos Estados Unidos, o modelo foi vendido sob a marca Acura para reforçar o posicionamento premium.
Chevrolet Corvette
Produzido pela Chevrolet, o Corvette talvez seja o caso mais clássico. Desde a década de 1950, o modelo convive com carros populares da marca, mas sempre ocupou posição de destaque como esportivo de alto desempenho.
Na geração atual, com motor central traseiro, o Corvette consolidou-se como um esportivo de elite global.
Ford GT
A história do Ford GT está ligada diretamente à rivalidade com a Ferrari. Após uma negociação frustrada de compra nos anos 1960, Henry Ford II decidiu desenvolver um carro capaz de derrotar a marca italiana nas pistas.
O resultado foi um dos supercarros mais icônicos da história, que, curiosamente, dividia espaço nas concessionárias da Ford com modelos de grande volume.