O Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) divulgou um levantamento atualizado em 2 de junho de 2025 que revela uma mudança significativa na composição da frota veicular do estado. Com base nos dados da Coordenadoria do RENAEAST e da Diretoria Técnica de Engenharia de Tráfego (DITET), as motocicletas ultrapassaram os automóveis em número absoluto de registros.
Segundo o painel interativo apresentado, Rondônia conta com 465.839 motocicletas registradas, número que inclui motonetas, ciclomotores e motocicletas, representando 100% da frota quando esse filtro é aplicado. Em comparação, o número de automóveis registrados é de 348.650 veículos.
Perfil da Frota de Motocicletas
- Espécie predominante: Passageiro (463.411 unidades)
- Categorias: Particular (459.604), Oficial (3.324), Aluguel (2.350), Aprendizagem (558), Organismos Internacionais (1), Experiência (2)
- Distribuição geográfica: O mapa indica predominância de motocicletas em praticamente todo o território estadual, com percentuais acima de 60% em muitos municípios.
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Perfil da Frota de Automóveis
- Espécie predominante: Passageiro (347.446 unidades)
- Categorias: Particular (341.799), Oficial (4.154), Aluguel (2.255), Aprendizagem (441), Experiência (1)
- Menor diversidade: Apenas três veículos de tração e colecionáveis foram registrados, indicando concentração em veículos de uso cotidiano.
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O que explicaria esse cenário?
O predomínio das motocicletas pode ser explicado por fatores como o menor custo de aquisição e manutenção, maior agilidade no trânsito e a popularidade desse tipo de transporte em regiões com forte presença rural ou ausência de transporte coletivo eficiente. Em cidades menores, as motos se tornam o principal meio de locomoção individual.
Tendência observada
Esse levantamento reflete uma tendência crescente em Rondônia e em outras regiões do Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, onde o número de motocicletas vem crescendo acima da média nacional. Além disso, o aumento de entregadores de aplicativos e o alto custo de combustíveis para carros também têm impulsionado essa mudança no perfil da frota.